Estudo técnico gratuito e sem compromisso — Ligue já: 961 959 272
Ventiloconvectores Remodelação

Substituir radiadores por ventiloconvectores: vale a pena?

Se já tens radiadores e uma central a alimentá-los, a tubagem de água que precisas já está dentro das paredes. Isso torna esta troca muito mais simples do que a maioria das pessoas assume — e resolve o problema que os radiadores nunca vão resolver: o verão. Mas há três condições técnicas que têm de bater certo antes de valer a pena. Vamos a elas.

Radiador antigo a ser substituído por um ventiloconvector mural

A resposta curta

Vale a pena se quiseres arrefecimento no verão, se a tubagem existente tiver diâmetro suficiente e se a central for — ou vier a ser — uma bomba de calor. Nesse cenário, a troca é das obras com melhor relação custo-benefício que se fazem numa casa já habitada, porque aproveita a infraestrutura mais cara: os tubos que já estão nas paredes.

Não vale a pena se o objetivo for só aquecer melhor e a central for uma caldeira a gás. Nesse caso estás a gastar dinheiro para resolver um problema que os radiadores já resolvem razoavelmente bem.

A boa notícia: o mais caro já está feito

Numa instalação de raiz, a parte mais cara e mais invasiva de um sistema hidráulico não são os equipamentos — é abrir paredes e tetos para passar tubagem. É isso que faz com que instalar ventiloconvectores numa casa habitada seja normalmente desaconselhado.

Só que quem tem radiadores de aquecimento central já tem esse trabalho feito. Existe um circuito fechado de água que sai da central, percorre a casa e chega a cada divisão. É exatamente a mesma lógica de que um ventiloconvector precisa.

Na prática, a troca resume-se muitas vezes a: remover o radiador, adaptar as ligações de ida e retorno, montar o ventiloconvector, acrescentar a ligação elétrica para o ventilador e resolver a drenagem dos condensados. Nada disto exige abrir a casa de alto a baixo.

💡
O detalhe que muda tudo

Um radiador aquece por convecção natural e radiação, sem partes móveis. Um ventiloconvector tem um ventilador — logo precisa de eletricidade em cada ponto — e, quando arrefece, produz condensados que têm de ser escoados. São estes dois pontos, e não a água, que definem a dificuldade real da obra.

As três condições técnicas que têm de bater certo

1. Diâmetro e caudal da tubagem existente

Os circuitos de radiadores antigos foram dimensionados para água quente a temperaturas altas — muitas vezes 70-80 °C — com caudais relativamente baixos. Os ventiloconvectores trabalham com temperaturas mais baixas e precisam de mais caudal para entregar a mesma potência.

Em casas com tubagem generosa, o circuito serve sem alterações. Em instalações antigas com tubo estreito, pode ser preciso reforçar troços ou aceitar menos potência por unidade. É a primeira coisa que se verifica numa visita técnica, e é a que mais vezes decide se a obra avança ou não.

2. Escoamento dos condensados

Esta é a condição que apanha as pessoas de surpresa. Enquanto aquece, um ventiloconvector não produz água. Quando arrefece, condensa humidade do ar — e essa água tem de ir para algum lado.

Em divisões próximas de uma casa de banho ou de uma cozinha, a ligação faz-se com facilidade. Em quartos no meio da casa, pode ser preciso uma bomba de condensados ou um percurso de esgoto que não existia. Não é impeditivo, mas acrescenta custo — e ignorar isto é a receita para uma mancha no teto do vizinho de baixo.

3. Que central vais ter

Aqui está o ponto decisivo, e é honestamente o mais importante deste artigo. Trocar radiadores por ventiloconvectores mantendo uma caldeira a gás dá-te ar mais quente a chegar mais depressa — e mais nada. Continuas sem arrefecimento, porque uma caldeira não produz água fria.

A troca só liberta o seu verdadeiro valor com uma bomba de calor ar-água reversível na origem. É essa máquina que, no verão, passa a mandar água fria pelo mesmo circuito — e transforma os teus antigos radiadores em ar condicionado central.

⚠️
Ordem certa das decisões

Primeiro decide-se a central, depois os emissores. Vemos com alguma frequência o inverso — pessoas que trocam os emissores primeiro e só depois percebem que a caldeira não faz o que precisam. Se a bomba de calor está nos planos para daqui a dois anos, faz sentido escolher já ventiloconvectores compatíveis com temperaturas de água baixas.

Quanto custa a troca

Valores indicativos de mercado na Grande Lisboa, por ponto, incluindo equipamento, adaptação de ligações, ligação elétrica e arranque:

€600
–1.100
Por divisão, condições favoráveis
+€150
–400
Extra por divisão com bomba de condensados
€3.500
–6.000
Moradia completa, 6 a 8 pontos

Não está incluída a bomba de calor. Se a central também vai ser substituída, o investimento total sobe para a ordem dos €9.500 a €16.000 numa moradia de 150 m² — e nesse pacote a parte dos ventiloconvectores é a fatia mais pequena.

Queres saber se a tua instalação aguenta a troca?

Verificamos o circuito no local e dizemos-te com franqueza se compensa. Grande Lisboa, sem custo.

Pedir visita técnica

Não tens de trocar tudo de uma vez

Um sistema hidráulico permite uma coisa que os splits não permitem: misturar emissores no mesmo circuito. Podes ter ventiloconvectores nos quartos e na sala e manter os radiadores na casa de banho e no corredor.

Isto abre a porta a uma abordagem faseada, que é a que recomendamos à maioria das pessoas com orçamento repartido: começar pelas divisões onde o verão dói mais — quartos virados a poente, sala com muito vidro — e deixar o resto para depois.

Há uma ressalva técnica: as temperaturas de trabalho ideais de cada tipo de emissor não são iguais. Um circuito misto obriga a um compromisso na temperatura da água, ou a válvulas de zona para separar os dois grupos. É perfeitamente resolúvel, mas tem de estar previsto no projeto e não improvisado a meio da obra.

Quando não vale a pena

Perguntas frequentes

Na maioria dos casos sim, e é precisamente essa a grande vantagem desta obra. A ressalva é o diâmetro: circuitos antigos foram dimensionados para água muito quente e caudais baixos, e os ventiloconvectores pedem mais caudal. Verifica-se numa visita técnica antes de decidir — em alguns casos é preciso reforçar troços da tubagem.

Pouco. Ganhas resposta mais rápida no aquecimento e controlo divisão a divisão. Não ganhas arrefecimento, porque uma caldeira não produz água fria. Se a caldeira vai ficar mais uns anos, o nosso conselho é adiar a troca dos emissores e fazer as duas coisas ao mesmo tempo mais tarde.

Sim. É uma das vantagens de um sistema a água e permite fazer a obra por fases. A condição é que o projeto preveja o compromisso na temperatura de trabalho, ou válvulas de zona a separar os dois grupos de emissores. Improvisar isto a meio da obra costuma dar mau resultado.

Normalmente muito pouco, porque a tubagem de água já existe. O que costuma exigir intervenção é levar eletricidade a cada ponto — o ventilador precisa de alimentação — e resolver o escoamento dos condensados em divisões longe de um esgoto. São trabalhos localizados, não uma obra geral.

Em resumo

Esta é uma das poucas obras de climatização em que a casa já fez metade do trabalho por ti. Se tens radiadores, tens tubagem de água em todas as divisões — e isso vale alguns milhares de euros que não vais ter de gastar.

Mas a troca só faz sentido a sério dentro de um plano maior: bomba de calor na origem, ventiloconvectores nos emissores, e a casa passa a ter aquecimento no inverno e arrefecimento no verão com uma única máquina. Trocar os emissores sozinhos, mantendo uma caldeira, é meia obra a resolver um quarto do problema.

Antes de decidir, vale sempre a pena alguém ir ver o circuito. É gratuito e evita surpresas caras.

Marcamos uma visita para avaliar a tua instalação?

Grande Lisboa, sem compromisso. Dizemos-te se compensa mesmo — incluindo quando a resposta é não.

Pedir visita técnica gratuita
Equipa técnica da Crenato Consulting
Equipa Técnica Crenato
Especialistas em Climatização e Eficiência Energética

A Crenato Consulting instala sistemas de bomba de calor com ventiloconvectores, piso radiante e soluções híbridas em moradias da Grande Lisboa. Técnicos certificados DGEG, com centenas de instalações em operação.